• ohmio cheto222
  • Facebook - Ohmio.Revista
  • Instagram - Ohmio.Revista

SETEMBRO DE 2018: ¿CÓMO ENTENDER A CONJUNTURA ELEITORAL E A DESMEDIDA DA EXTREMA DEREITA?

 

A grande questão na conjuntura da disputa eleitoral é a da corrosão da política, a da crise de representação com desgaste dos políticos profissionais, com o caráter líquido dos processos sociais do presente e suas movimentações, erráticas e intensas ao longo da situação aberta pelo golpismo de novo tipo. A conjuntura de desgaste dos sistemas de proteção e de ataque aos direitos no ciclo neoliberal e da globalização, que hoje se manifesta através do espetáculo dos jogos de guerra, do endividamento, do medo e da economia do gozo punitivo. O quadro conjuntural e a análise da correlação de forças estão marcados pela formação de um bloco de extrema direita que ocupa com velhos temas o espaço aberto pela destruição do pacto constituinte de 1988, forças apoiadas no fascismo social (machista, autoritário e racista). A marca deste deslocamento aberto pelas forças elitistas do golpismo judiciário, empresarial, midiático e buscou se apoiar em forças pró-militarização e pró-privatização, mas principalmente na cultura do medo e nos hábitos de truculência e abuso da força que marcam nossa história no âmbito público e no privado.


A marca da presença deste bloco político pode ser melhor analisada se tomamos como referência o imaginário, a ideologia e os discursos que buscam um tipo de ordem conservadora, somado a uma busca desesperada pela garantia de pequenos privilégios. O que pode ser melhor observado no plano psicossocial, da psicoesfera de que falava Milton Santos, onde prospera uma vontade de poder alimentada pelo ressentimento, mas sustentada pelo uso intensivo do meio informacional-comunicacional. Neste quadro, o início da disputa eleitoral, além das práticas de criminalização e da contenção da esquerda, em geral, e do PT em particular, veio marcado pela intervenção militar na segurança e pela extensão dos processos como o judicarização e o do punitivismo. Neste momento este processo se desloca, desde os aparelhos repressivos, para os subsistemas de controle e vigilância na órbita da justiça eleitoral e das agências policiais e de segurança nacional. O uso de tropas federais e o uso da lei da ficha limpa são parte deste movimento que deve se relacionar com os embates previsíveis derivados da retórica de guerra trazida pela extrema direita.


No momento presente se intensifica como impulso de instrumentalização do mundo da vida cotidiana uma espécie de necropolítica (Achille Mbembe), que vai ampliando as ações e o desejo de aniquilar tão vivamente desenhado pela teatralidade de usar os dedos para representar o uso de armas. Mais ainda, da licença para matar, derivada da idéia de produção do inimigo, fabricação do criminoso e da invenção do bode expiatório que sustenta operações faraônicas à sobra das quais aparecem inúmeros corpos com marcas de execução. Nos discursos da nova direita vemos a mobilização de estereótipos racistas e sexistas, assim como, uma retórica com base em perfis neolombrosianos.


O darwinismo social das elites vem atualizando o significante "comunista", que do vazio de sentido pós-Guerra Fria e, em tempos de capitalismo chinês, reaparece no deslizamento caricatural de um senso comum sombrio. A montagem de estereótipos agressivos se dá através de encadeamentos de enunciados sobre equivalentes entre criminosos, terroristas e seres desviantes. O discurso sobre estes seres “estranhos” converte grupos e pessoas em seres destituídos de humanidade, animalizados pela racialização, pela lógica da desqualificação, do preconceito ou da sua “natureza” maculada. Vemos o desfile de máximas sobre negros preguiçosos, sobre, desviantes sexuais, sobre mulheres estupráveis e sobre forças políticas elimináveis. Ao lado desta forma atual de enquadrar parte da população observamos que vai renascendo a imagem coisificada dos grupos segregados. Na retórica que destitui e desqualifica a Constituição vemos o retorno do reprimido, os uniformes deixam de servir aos homens e mulheres, são estes que devem servir aos sujeitos engalanados, togados, uniformizados a voz dos governantes deve ser acatada, obedecida. Tudo se torna inquestionável ao sabor da decisão dos poderosos que restauram seu poder e ganham o direito de exercer, usar e abusar da força sobre a vida e a morte de súditos de subordinados.


Para a extrema-direita o corpo dos pobres é objeto, mercadoria sobre a qual pode ser dirigido o ódio e a violência, ação que chega ao extremo destrutivo por força da pulsão de crueldade que, enquanto estratégia, vai se impondo no desenho do novo padrão da economia fabricada pelos que pretendem nos salvar através das chamas do inferno na terra, no presente. Nas formas de paranoia intensificada os personagens incorporam e são tomados pela carga imaginária da propaganda fascista, com seu horizonte genocida, que surge no caldo de cultura do desejo de matar que ganha força aberta uma vez que se pode externar sem nenhuma culpa ou remorso no elogio ao torturador.

 

A extrema direita faz ameaças e metralhadas performáticas onde vemos a sustentação de atitudes e dos discursos que visam legitimar as forças que atacam religiões e minorias, forças disponíveis para se lançar no furor e na histeria voltada para linchamentos. Os justiceiros e salvadores da pátria são personagens que se apoiam na psicologia de grupo nascida para compensar as frustrações, dos que buscam responsabilizar vizinhos e adversários pela sua miséria material e psíquica.

Desta forma, vemos uma explosão de agressividade que vai muito além dos sorrisos cínicos, posto que seus agentes já não pretendem justificar-se e sair da culpa de classe. O raciocínio do novo extremismo se sustenta na defesa aberta da ditadura e do retorno aos sistemas de castas e ao espírito de lógicas coloniais e escravistas. Profetas apocalípticos abençoam a salvação pela via do mercado e da guerra. As forças da reação mobilizam as hostes dispersas dos recalcados com as promessas da riqueza e da cura das doenças. Temos presenciado o manejo da psicologia de grupo com enunciados que penetram fundo nos espaços onde os arquétipos do autoritarismo e do machismo tentam resgatar o direito de torturar e matar. Animado pela descoberta de seu número, a nova direita se olha no espelho do seu despertar, tenta se organizar e desencadeia a temporada de justiçamentos, preparando-se para abater aqueles que considera como os cúmplices do enfraquecimento da hierarquia, que negam a alma branca que anuncia a raça por vir. Pregam o momento utópico em que deixaremos de nos envergonhar de sermos um país de base indígena e africana. O extremismo celebra a eugenia como caminho para o aprimoramento e branqueamento a raça.


Que falta faz ler o país com as lentes trágicas do fracasso previsível desta proposta, da sua face criminosa como podemos ler criticamente nas páginas trágicas de Os Sertões, penetrando nos extemos da violência genocida que nega a cidadania e devora seus filhos como acaba honestamente concluindo Euclides da Cunha. Que falta faz pensar o quadro brasileiro desde a arte de um Francisco de Goya que ofereceu para a Espanha a imagem de Saturno devorando o filho. Como a falsa necessidade penetra e compromete os caminhos dos povos lançando as nações nos abismos de suas decisões covardes e mórbidas? O efeito de retorno da violência no Brasil da atualidade se torna uma lei da repetição trágica que nos condena a perdermos de vista o horizonte das alternativas esboçados na letra da Constituição de 1988 como o programa e o horizonte da nossa democracia.


O uso das armas se torna o passatempo predileto de parte dos dirigentes da extrema direita, no mesmo momento em que aumentam os crimes no seio da família, na sociedade e, também, daqueles perpetrados pelos agentes de Estado, os mesmos que pretendem nos defender da violência. A corrosão da vida coletiva e da proteção social, o atropelo para a destruição da esperança, a precarização das posições sociais em meio ao fracasso do neoliberalismo e da globalização engendram uma onda punitiva. Os direitos sociais são limitados e as políticas públicas condenadas. Doença e ignorância recuperam espaço como um suposto custo necessário para convencer o mercado de nossa submissão. O sistema penal governa a pobreza assim como a questão social continua caso de polícia, mesmo assim os extremistas insistem em que é preciso maior uso e dosagem fortes do mesmo remédio que mata o doente.


Por outro lado, registramos na cena pública a formação de movimentos de opinião financiados e alimentados na direção do combate contra as forças que fazem da igualdade social e do direito à diferença os pilares da mobilidade social. Por isso, temos uma importante mobilização dos que prometem premiar o processo de seleção dos mais fortes, dos mais rudes, dos mais grosseiros que se sentiram acuados com as políticas de diversidade, de território, de renda e de acesso ao saber. No meio do turbilhão e das tensões nascidas da redistribuição da renda, da mobilidade cultural e espacial, os corpos se chocam, as posições e diferenças se revelaram e as bases ético-políticas da democracia atingiram duro o sistema de castas e as posições hierárquicas. O extremismo autoritário e o fascismo social sempre se legitimaram através das formas e do regime de dominação que se articula com nosso capitalismo dependente e associado, submisso, mesmo quando abandonado na era Trump, no pior momento decidiram nos apequenar diante do mundo em mutação. O declínio da esperança brasileira de justiça social e ambiental tira um pouco do encanto do mundo que se encontrava no Fórum Social Mundial em suas edições brasileiras.


A lógica cultural do capitalismo tardo-periférico torna o discurso do mercado e da guerra o lugar comum para enfrentarmos a demanda por reconhecimento dos que sofrem no quadro de volta do apartheid social. As figuras da submissão e as passagens aos atos de desespero precipitam-se sobre os movimentos dos atores: os atos perversos de todo o tipo minam valores elementares, uns sugerem lançar o ex-presidente Lula para fora do avião em voo, outros sugerem uma vontade de aniquilar os adversários usando um tripé como se fora uma metralhadora e, de onde menos se espera vem rápido um evento que se alimenta da subcultura e dos enunciados da guerra no cotidiano. O desdobramento inicial do atentado de Juiz de Fora pode se converter numa farsa piorada do atentado da Rua Tonelero, pois que é um ato das paixões desencadeadas pela fúria extremista como um processo traumático.


Os apelos à violência pretendem ser docilizados por uma demanda hipócrita por regras de tolerância. Como virar a tendência sem superar o quadro que favorece os convidados para a festa de horrores de matar petistas? Como acreditar que os que afirmavam o discurso centrado na eliminação do outro possam se converter em novos cordeiros da tolerância democrática? O fato é que as forças defensoras do autoritarismo assumem a iniciativa política lançando-se ao ataque contra as muitas bruxas que procuram identificar com a realização de propostas de ações violentas e punitivas e com o acobertamento de chacinas e assassinatos sem solução.


Na sombra do nosso vulcão podemos ver os corpos sem sepultura que reaparecem em meio aos novos tiroteios nos espaços de reprodução e uso do território. No momento, a tendência é ter mais do mesmo, com a intensificação do ritmo da refrega, com a polarização na disputa, com o medo ampliado. O quadro de articulação entre o combate e os corpos políticos, ao lado da batalha nas redes, se faz acompanhar do peso das mídias que não se cansam de repetir os enquadramentos conservadores do mercado e da garantia da lei e da ordem. As interpretações dominantes da conjuntura se orientam por narrativas que geram uma cortina de fumaça. Entre a transformação da guerra molecular em guerra de movimento vemos o problema da guerra posição, a disputa nos aparelhos de hegemonia, da opinião pública, do senso comum que se tornou decisiva.


Mas as condições para travar este debate são desiguais e exigem um enorme esforço de tradução quando vozes e presenças decisivas já foram vitimadas. Mortes civis estão sendo realizadas ao mesmo tempo em que a criminalização degenera e se volta como uma tragédia contra os propaladores da guerra sem fim que reaparece como um espectro que ronda a encruzilhada atual de nossa história. Na facada e no atentado contra o candidato do PSL fica patente a gravidade do caminho aberto pelo extremismo direitista e pelo golpismo, estarão estas forças dispostas a recuar do discurso e do delírio que geraram. Nestes momentos todos se convertem em defensores da democracia, afinal nenhuma extrema direita de tipo nazifascista chegou ao poder sem medir o seu peso eleitoral, sem mostrar sua face de movimento de massas. Os golpes de direita eliminam suas alas plebeias, que também são eliminadas após a chegada ao poder. No Brasil este acordão de elites já parece se esboçar na estranha divisão de trabalhos os agentes do bloco político de direita.


O manejo da busca ao centro volta ao lugar que foi afetado pela crise do centrão, por isso vemos a tentativa da costura entre o novo extremismo e um conformismo subordinado, conformismo este que já se tornou uma ferramenta casa vez mais manipulada que tenta operar a relação impossível dos significados uma vez que seus agentes se deixaram levar pela hipocrisia moralista e pelo espetáculo da chamada República de Curitiba. Na ausência de equivalências semânticas, vemos ser fortalecidas as distâncias entre esquerda e centro, já que as práticas discursivas enfraquecem as forças democráticas e socialistas que sofrem com a quebra forçada da democracia. Os baixos níveis de respeito à democracia e os altos níveis de intolerância aumentam na medida de seu fracasso, da democracia vem servindo para desarmar a força necessária de rejeição ao candidato que foi alimentado por aparelhos que liberaram a truculência jurídica e policial-militar. O atentado nascido das lógicas do desespero e da truculência, apenas consolida a falha e a falta que tem nutrido o discurso da licença para matar, que se torna instrumento de coesão agora reforçado pela vitimização de fato do candidato do PSL. Mas é pouco provável que este espraiamento possa impedir a queda provável da onda direitista ainda incapaz de bloquear a possibilidade onda da resistência. A luta democrática ainda persiste.


O problema passa a ser o de garantir a disputa de narrativa. Passa a ser o da força e estatura de Fernando Haddad e Guilherme Boulos ante o empenho de manter a capacidade de disputa desde a afirmação de um discurso propositivo de justiça social. Dilema que tem sua outra face no empenho de Jair Bolsonaro em ser parte de uma ação dúplice, a que provoca e bate nas hostis da esquerda e dos movimento sociais ao mesmo tempo em que se alimenta da falsa cordialidade do “nunca fiz mal a ninguém”. Desta forma, o PSL se beneficia da velha construção imaginária do cinismo, que pretende capturar um centro liberal e uma direita ainda envergonhada se render ao fascismo. Um centro que se acovarda por excesso de medo pode perder posições, ao temer assumir a responsabilidade de barrar e lidar com a força bestial da extrema direita. Força que de certa forma se engendrou na cena política pelo seu moralismo e cinismo, já que com sua suposta neutralidade preferiu se apoiar no deslocamento para a direita, fechando os olhos ante os custos mais do que evidentes da destruição e violência que temos visto ao longo do impeachment e do julgamento de Lula. Violência cuja dinâmica circular atinge todos sem discriminar até mesmo os que a engendraram. Em nome da luta contra a corrupção se corromperam as proteções e virtudes da democracia sem as quais a República não avança e não supera as bases do modo autoritário e oligárquico de governar, base esta que ao criminalizar a democracia protege os abusos crescente de quem teme a mudança e a justiça social e. anseia por promover o massacre social e político que pode nos lançar em mais um capítulo de genocídio na nossa história.


 

Traducción

 

¿CÓMO ENTENDER LA COYUNTURA ELECTORAL Y EL AVANCE DE LA EXTREMA DERECHA?    

 

La gran cuestión en la coyuntura de la disputa electoral es la de la corrosión de la política, la de la crisis de representación con desgaste de los políticos profesionales, con el carácter neto de los procesos sociales del presente y sus movimientos, erráticos e intensos a lo largo de la situación abierta por el golpismo de nuevo tipo. La coyuntura de desgaste de los sistemas de protección y de ataque a los derechos en el ciclo neoliberal y de la globalización, que hoy se manifiesta a través del espectáculo de los juegos de guerra, del endeudamiento, del miedo y de la economía del goce punitivo. El cuadro coyuntural y el análisis de la correlación de fuerzas están marcados por la formación de un bloque de extrema derecha que ocupa con viejos temas el espacio abierto por la destrucción del pacto constituyente de 1988, fuerzas apoyadas en el fascismo social (machista, autoritario y racista). La marca de este desplazamiento abierto por las fuerzas elitistas del golpismo judicial, empresarial, mediático y buscado apoyarse en fuerzas pro-militarización y pro-privatización, pero principalmente en la cultura del miedo y en los hábitos de truculencia y abuso de la fuerza que marcan nuestra historia en el ámbito público y privado. La marca de la presencia de este bloque político puede ser mejor analizada si tomamos como referencia el imaginario, la ideología y los discursos que buscan un tipo de orden conservador, sumado a una búsqueda desesperada por la garantía de pequeños privilegios. Lo que puede ser mejor observado en el plano psicosocial, de la psicoesfera de que hablaba Milton Santos, donde prospera una voluntad de poder alimentada por el resentimiento, pero sostenida por el uso intensivo del medio informacional-comunicacional. En este marco, el inicio de la disputa electoral, además de las prácticas de criminalización y de la contención de la izquierda, en general, y del PT en particular, vino marcado por la intervención militar en la seguridad y por la extensión de los procesos como la judicería y el del punitivismo. En este momento este proceso se desplaza desde los aparatos represivos a los subsistemas de control y vigilancia en la órbita de la justicia electoral y de las agencias policiales y de seguridad nacional. El uso de tropas federales y el uso de la ley de la ficha limpia son parte de este movimiento que debe relacionarse con los embates previsibles derivados de la retórica de guerra traída por la extrema derecha.

 

En el momento presente se intensifica como impulso de instrumentalización del mundo de la vida cotidiana una especie de necropolítica (Achille Mbembe), que va ampliando las acciones y el deseo de aniquilar tan vivamente diseñado por la teatralidad de usar los dedos para representar el uso de armas. Más aún, de la licencia para matar, derivada de la idea de producción del enemigo, fabricación del criminal y de la invención del chivo expiatorio que sostiene operaciones faraónicas a la sobra de las cuales aparecen innumerables cuerpos con marcas de ejecución. En los discursos de la nueva derecha vemos la movilización de estereotipos racistas y sexistas, así como una retórica basada en perfiles neolombrosianos. El darwinismo social de las élites viene actualizando el significante "comunista", que del vacío de sentido post-Guerra Fría y, en tiempos de capitalismo chino, reaparece en el deslizamiento caricatural de un sentido común sombrío. El montaje de estereotipos agresivos se da a través de encadenamientos de enunciados sobre equivalentes entre criminales, terroristas y seres desviados. El discurso sobre estos seres "extraños" convierte a grupos y personas en seres destituidos de humanidad, animados por la racialización, por la lógica de la descalificación, del prejuicio o de su "naturaleza" maculada. Vemos el desfile de máximas sobre negros perezosos, sobre, desviadores sexuales, sobre mujeres violables y sobre fuerzas políticas eliminables. Al lado de esta forma actual de encuadrar parte de la población observamos que va renacer la imagen cosechada de los grupos segregados. En la retórica que destituye y descalifica la Constitución vemos el retorno de lo reprimido, los uniformes dejan de servir a los hombres y mujeres, son éstos quienes deben servir a los sujetos engalanados, togados, uniformados la voz de los gobernantes debe ser acatada, obedecida. Todo se vuelve incuestionable al sabor de la decisión de los poderosos que restaura su poder y ganan el derecho de ejercer, usar y abusar de la fuerza sobre la vida y la muerte de súbditos de subordinados.

 

Por Pedro Cláudio Cunca Bocayuva

 

 

 

Please reload

ULTIMAS PUBLICACIONES
Please reload

ENTRADAS RELACIONADAS
Please reload